quarta-feira, 17 de agosto de 2011

"Vivemos o desafio de educar numa sociedade em que o conhecimento se faz e se desfaz com impressionante rapidez."

(Margareth Mead)


Essa afirmação de Margareth Mead é um momento para nós educadores, refletirmos sobre uma nova postura para nossa prática pedágogica, pois atualmente na sociedade em que estamos as coisas ocorrem muito rápido e precisamos acompanhar essa velocidade.


Fica a mensagem para reflexão.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Ausência

Estive por um tempo afastada, sem fazer autalizações no blog.
Mas quero informá-lo que em 2011 será diferente, trarei sempre novas informações, curiosidades e muitas contribuições sobre educação.
Beijos para todos!

Selinho Presente


segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Sem comentários....


AS CRIANÇAS APRENDEM O QUE VIVENCIAM


-Se as crianças vivem ouvindo críticas, aprendem a condenar;

-Se convivem com a hostilidade, aprendem a brigar;

-Se as crianças convivem com a pena, aprendem a ter pena de si mesmas;

-Se vivem sendo ridicularizadas, aprendem a ser tímidas;

-Se convivem com a inveja, aprendem a invejar;

-Se vivem com vergonha, aprendem a sentir culpa;

-Se vivem sendo incentivadas, aprendem a ter confiança em si mesmas;

-Se as crianças vivenciam a tolerância, aprendem a ser pacientes;

-Se vivenciam os elogios, aprendem a apreciar;

-Se vivenciam a aceitação, aprendem a amar;

-Se vivenciam a aprovação, aprendem a gostar de si mesmas;

-Se vivenciam o reconhecimento, aprendem que é bom ter um objetivo;

-Se as crianças vivem partilhando, aprendem o que é generozidade;

-Se convivem com a sinceridade, aprendem a veracidade;

-Se convivem com a equidade, aprendem o que é justiça;

-Se convivem com a bondade e a consideração, aprendem o que é respeito;

-Se as crianças vivem com segurança, aprendem a ter confiança em si mesmas e naqueles que as cercam;

-Se ascrianças convivem com a afabilidade e a amizade, aprendem que o mundo é um bom lugar para se viver....

Dorothy Law Nolte

Trecho do Livro As Crianças Aprendem o que vivenciam


segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ler devia ser proibido


Gosto muito deste texto, por isso ai está ele na integra.

Bjs!!

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Texto de Guiomar de Grammon

«A pensar fundo na questão, eu diria que ler devia ser proibido.

Afinal de contas, ler faz muito mal às pessoas: acorda os homens para realidades impossíveis, tornando-os incapazes de suportar o mundo insosso e ordinário em que vivem. A leitura induz à loucura, desloca o homem do humilde lugar que lhe fora destinado no corpo social. Não me deixam mentir os exemplos de Dom Quixote e Madame Bovary. O primeiro, coitado, de tanto ler aventuras de cavalheiros que jamais existiram meteu-se pelo mundo afora, a crer-se capaz de reformar o mundo, quilha de ossos que mal sustinha a si e ao pobre Rocinante. Quanto à pobre Emma Bovary, tomou-se esposa inútil para fofocas e bordados, perdendo-se em delírios sobre bailes e amores cortesãos.

Ler realmente não faz bem. A criança que lê pode se tornar um adulto perigoso, inconformado com os problemas do mundo, induzido a crer que tudo pode ser de outra forma. Afinal de contas, a leitura desenvolve um poder incontrolável. Liberta o homem excessivamente. Sem a leitura, ele morreria feliz, ignorante dos grilhões que o encerram. Sem a leitura, ainda, estaria mais afeito à realidade quotidiana, se dedicaria ao trabalho com afinco, sem procurar enriquecê-la com cabriolas da imaginação.

Sem ler, o homem jamais saberia a extensão do prazer. Não experimentaria nunca o sumo Bem de Aristóteles: o conhecer. Mas para que conhecer se, na maior parte dos casos, o que necessita é apenas executar ordens? Se o que deve, enfim, é fazer o que dele esperam e nada mais?

Ler pode provocar o inesperado. Pode fazer com que o homem crie atalhos para caminhos que devem, necessariamente, ser longos. Ler pode gerar a invenção. Pode estimular a imaginação de forma a levar o ser humano além do que lhe é devido.

Além disso, os livros estimulam o sonho, a imaginação, a fantasia. Nos transportam a paraísos misteriosos, nos fazem enxergar unicórnios azuis e palácios de cristal. Nos fazem acreditar que a vida é mais do que um punhado de pó em movimento. Que há algo a descobrir. Há horizontes para além das montanhas, há estrelas por trás das nuvens. Estrelas jamais percebidas. É preciso desconfiar desse pendor para o absurdo que nos impede de aceitar nossas realidades cruas.

Não, não dêem mais livros às escolas. Pais, não leiam para os seus filhos, pode levá-los a desenvolver esse gosto pela aventura e pela descoberta que fez do homem um animal diferente. Antes estivesse ainda a passear de quatro patas, sem noção de progresso e civilização, mas tampouco sem conhecer guerras, destruição, violência. Professores, não contem histórias, pode estimular uma curiosidade indesejável em seres que a vida destinou para a repetição e para o trabalho duro.

Ler pode ser um problema, pode gerar seres humanos conscientes demais dos seus direitos políticos em um mundo administrado, onde ser livre não passa de uma ficção sem nenhuma verosimilhança. Seria impossível controlar e organizar a sociedade se todos os seres humanos soubessem o que desejam. Se todos se pusessem a articular bem suas demandas, a fincar sua posição no mundo, a fazer dos discursos os instrumentos de conquista de sua liberdade.

O mundo já vai por um bom caminho. Cada vez mais as pessoas lêem por razões utilitárias: para compreender formulários, contratos, bulas de remédio, projetos, manuais etc. Observem as filas, um dos pequenos cancros da civilização contemporânea. Bastaria um livro para que todos se vissem magicamente transportados para outras dimensões, menos incómodas. E esse o tapete mágico, o pó de pirlimpimpim, a máquina do tempo. Para o homem que lê, não há fronteiras, não há cortes, prisões tampouco. O que é mais subversivo do que a leitura?

É preciso compreender que ler para se enriquecer culturalmente ou para se divertir deve ser um privilégio concedido apenas a alguns, jamais àqueles que desenvolvem trabalhos práticos ou manuais. Seja em filas, em metros, ou no silêncio da alcova… Ler deve ser coisa rara, não para qualquer um.

Afinal de contas, a leitura é um poder, e o poder é para poucos.

Para obedecer não é preciso enxergar, o silêncio é a linguagem da submissão. Para executar ordens, a palavra é inútil.

Além disso, a leitura promove a comunicação de dores e alegrias, tantos outros sentimentos… A leitura é obscena. Expõe o íntimo, torna colectivo o individual e público, o secreto, o próprio. A leitura ameaça os indivíduos, porque os faz identificar sua história a outras histórias. Torna-os capazes de compreender e aceitar o mundo do Outro. Sim, a leitura devia ser proibida.